Leia a edição atual da Revista Ponte

Revista Ponte, Vol. 1/Núm.4/2021

 

A edição de abril/maio já está on-line. Veja as novidades!



 

ENTREVISTA:

 

Ciência, educação e literatura: um entre-lugar em construção” é a primeira parte da entrevista com a professora e pesquisadora Ana Elisa Ribeiro, que transita entre a ciência e a arte, conciliando os estudos linguísticos e a produção literária. Ana compartilha conosco suas reflexões sobre as possibilidades de comunicação entre a universidade e a escola, bem como sobre os aprendizados que as escolas vêm construindo a partir das demandas impostas pela pandemia.

 

Em “Divulgação e letramento científico: para além dos muros da academia”, segunda parte da entrevista com Ana Elisa Ribeiro, conversamos sobre divulgação e comunicação científica e sobre a popularização da ciência. Ana compartilha conosco suas reflexões a respeito do letramento científico, dos valores do mundo acadêmico e dos desafios enfrentados pelas educadoras e educadores diante da necessidade do ensino híbrido e/ou remoto.


 

ARTIGOS:

 

Em “Literatura na escola: entre o uso e a interpretação”, a professora Daiane Pimentel apresenta uma reflexão sobre o papel da interpretação no ensino da literatura. Partindo dos possíveis conflitos que podem surgir nos primeiros contatos dos jovens com o texto literário, a pesquisadora mostra como as experiências de interpretação podem contribuir para uma educação humanizada.

 

A advogada Ana Amélia Ribeiro Sales, em seu texto “Ensino remoto e cibercultura: cuidados jurídicos na gestão escolar”, ressalta os cuidados que devem ser tomados ao lidar com dados pessoais de estudantes, sobretudo de crianças e adolescentes, no contexto do ensino remoto. Com o advento da cibercultura e seus reflexos na educação, esses dados, cada vez mais expostos, precisam ser resguardados pela escola.

 

No artigo “Ensino Remoto Emergencial e Ensino Híbrido: possibilidades e reflexões”, a professora e pesquisadora Liliane Anastácio distingue a modalidade de Ensino Híbrido do Regime Remoto Emergencial, implantado em decorrência das medidas de contenção à pandemia da Covid-19. A autora traz reflexões sobre as possibilidades de inovação no ensino e na aprendizagem, contemplando demandas que se impõem frente a uma Educação a Distância verdadeiramente efetiva e democrática.

 

A professora e tradutora Isabella Fortunato, em seu artigo “E o sistema ruiu…”, demonstra o anacronismo da educação brasileira e a urgência de propor uma escola mais adaptada às tecnologias digitais de comunicação e mais atenta às habilidades humanas que o século XXI exigirá e as quais devem ser desenvolvidas também nos contextos de educação formal.

 

RELATO:

 

No texto “Escolas fechadas… E agora?: o PIBID em tempos de Ensino Remoto”, professoras e alunas participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) compartilham reflexões sobre os impactos da pandemia no cotidiano de ensino e aprendizagem na Educação Superior, a partir de experiências que perpassam a reinvenção da educação na atualidade. Nesse contexto, o Ensino Remoto Emergencial tem sido uma estratégia para manter os vínculos institucionais e o desenvolvimento de práticas diversas.


 

RESENHA:

 

Em “Problemas psíquicos na infância: o relato de Alda Lara”, os pesquisadores Fabio Mario da Silva e Paulo Geovane e Silva resenham a monografia da poeta angolana Alda Lara, apresentada em sua conclusão do curso de Medicina na Universidade de Coimbra. Nesse estudo, a autora trata dos problemas psíquicos desencadeados pela carência de cuidados familiares na primeira infância. A partir do trabalho de Lara, os autores discutem o papel do educador em casas de acolhimento, refletindo sobre os impactos do abandono e a importância do afeto no desenvolvimento infantil.


 

ENSAIOS:

 

No ensaio “A educação interditada: entre o humanismo e a militarização”, o professor Pablo Almada apresenta reflexões sobre as medidas que têm sido tomadas como supostas soluções aos problemas estruturais da educação brasileira, marcada por profundas desigualdades. O pesquisador aponta que essas medidas, inclinadas à militarização, produzem uma educação interditada, afastada do humanismo e de uma gestão eficaz.

 

A professora e pesquisadora Márcia Cunha apresenta, no ensaio “Pós-modernidade e segregação no espaço concreto e virtual”, suas reflexões sobre as novas formas de interação social, marcadas pela segregação e pelo isolamento do indivíduo. Essas interações, um advento da pós-modernidade, têm se consolidado diante da pandemia, acentuando, cada vez mais, a desumanização dos sujeitos.


Em “A partir de agora, caberá na escola a brincadeira e o afeto?”, a professora e pesquisadora Adelaide de Souza apresenta reflexões sobre o lugar das expressões, do afeto e da brincadeira na reconstrução da escola, no contexto do “novo normal”. Revisitando o conceito de ludicidade, a autora propõe um “campo lúdico escolar”, cujo conceito pressupõe a importância da afetividade, sobretudo diante das desigualdades existentes no Brasil e que se agravam em meio à pandemia.