EDIÇÕES ANTERIORES

Revista Ponte, Vol. 1/Núm.5/2021 

 

A edição de junho/julho já está on-line. Veja as novidades!  

 

 

EDITORIAL: 

 

No mês do orgulho LGBTQIA+, inauguramos a coluna “Palavra do Editor” com o texto “Desaprender o nojo”, do professor e pesquisador Paulo Geovane e Silva, editor-chefe da Revista Ponte. Mergulhando em reflexões que partem de suas vivências pessoais, como estudante e como educador, sobre o lugar da comunidade LGBTQIA+ no cenário educacional brasileiro e mundial, Paulo firma o posicionamento da Revista Ponte em relação às opressões de gênero que perpassam as relações em ambiente escolar.

 

 

ARTIGOS:

 

No artigo “O medo do “não-eu”: preconceito linguístico e transnacionalismo”,  os graduandos Igor Amaral Vitral Hollerbach Athayde e José Miguel Silva Ocanto apresentam uma reflexão acerca do preconceito linguístico, como ele se manifesta nas relações entre o migrante/refugiado(a) e seu país de acolhimento. Para isso, os autores fazem um paralelo entre as demais formas de julgamentos vividos pelos participantes do Projeto Ler (PUC MINAS). 

 

Em “Mapas Mentais: como visualizar ideias de maneira simples e eficaz”, a pesquisadora e professora Liliane Rezende esclarece o conceito de mapas mentais. Ela demonstra a variedade de áreas em que essa técnica pode ser usada e oferece metodologias de escrita que auxiliam o processo de estudo, tornando-o mais prazeroso e ágil. 

 

No artigo “Aprendizagem para o domínio: entenda e aplique esse conceito”, a professora e pesquisadora Liliane Rezende apresenta duas ferramentas imprescindíveis à aprendizagem personalizada: a Taxonomia de Bloom e o conceito de Aprendizagem para o Domínio. 

 

 

ENSAIO:

 

Por que as instituições de ensino devem se posicionar a favor da diversidade?” é o ensaio publicado, nesta edição, pela advogada educacional e pesquisadora Ana Amélia Ribeiro Sales. A autora sustenta a importância da defesa e promoção da diversidade nas escolas, de acordo com valores sedimentados no ordenamento jurídico brasileiro e em documentos internacionais. Mais do que isso, Ana Amélia  indica que essa defesa faz parte da função social das instituições de ensino, tendo em vista o papel que estas desempenham na formação dos jovens.

 

Quais são as consequências de um mundo adultocêntrico? Como criar pontes para que as crianças consigam experimentar a vida a partir de seu lugar epistemológico? No ensaio “A pedagogia dos “inúteis” e o mundo adultocêntrico”, a professora e pesquisadora Adelaide Rezende de Sousa propõe essas e outras reflexões, explicando as consequências de um mundo centrado na figura do adulto e ponderando sobre como a escola pode mitigar esse fenômeno. 

RESENHA:

 

Para que estudar literatura? Qual é a utilidade desse saber na vida de sujeitos em formação? Procedendo a esses questionamentos, a professora e pesquisadora Daiane Carneiro Pimentel, em seu texto “Literatura em sala de aula: uma potência ignorada”, recupera a aula inaugural “Literatura para quê?”, de Antoine Compagnon, tecendo reflexões sobre o utilitarismo em torno do ensino de literatura e apresentando respostas às perguntas de estudantes que questionam a necessidade de estudar a arte literária.

 

 

 

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Revista Ponte, Vol. 1/Núm.4/2021

 

A edição de abril/maio já está on-line. Veja as novidades!



 

ENTREVISTA:

 

Ciência, educação e literatura: um entre-lugar em construção” é a primeira parte da entrevista com a professora e pesquisadora Ana Elisa Ribeiro, que transita entre a ciência e a arte, conciliando os estudos linguísticos e a produção literária. Ana compartilha conosco suas reflexões sobre as possibilidades de comunicação entre a universidade e a escola, bem como sobre os aprendizados que as escolas vêm construindo a partir das demandas impostas pela pandemia.

 

Em “Divulgação e letramento científico: para além dos muros da academia”, segunda parte da entrevista com Ana Elisa Ribeiro, conversamos sobre divulgação e comunicação científica e sobre a popularização da ciência. Ana compartilha conosco suas reflexões a respeito do letramento científico, dos valores do mundo acadêmico e dos desafios enfrentados pelas educadoras e educadores diante da necessidade do ensino híbrido e/ou remoto.


 

ARTIGOS:

 

Em “Literatura na escola: entre o uso e a interpretação”, a professora Daiane Pimentel apresenta uma reflexão sobre o papel da interpretação no ensino da literatura. Partindo dos possíveis conflitos que podem surgir nos primeiros contatos dos jovens com o texto literário, a pesquisadora mostra como as experiências de interpretação podem contribuir para uma educação humanizada.

 

A advogada Ana Amélia Ribeiro Sales, em seu texto “Ensino remoto e cibercultura: cuidados jurídicos na gestão escolar”, ressalta os cuidados que devem ser tomados ao lidar com dados pessoais de estudantes, sobretudo de crianças e adolescentes, no contexto do ensino remoto. Com o advento da cibercultura e seus reflexos na educação, esses dados, cada vez mais expostos, precisam ser resguardados pela escola.

 

No artigo “Ensino Remoto Emergencial e Ensino Híbrido: possibilidades e reflexões”, a professora e pesquisadora Liliane Anastácio distingue a modalidade de Ensino Híbrido do Regime Remoto Emergencial, implantado em decorrência das medidas de contenção à pandemia da Covid-19. A autora traz reflexões sobre as possibilidades de inovação no ensino e na aprendizagem, contemplando demandas que se impõem frente a uma Educação a Distância verdadeiramente efetiva e democrática.

 

A professora e tradutora Isabella Fortunato, em seu artigo “E o sistema ruiu…”, demonstra o anacronismo da educação brasileira e a urgência de propor uma escola mais adaptada às tecnologias digitais de comunicação e mais atenta às habilidades humanas que o século XXI exigirá e as quais devem ser desenvolvidas também nos contextos de educação formal.

 

RELATO:

 

No texto “Escolas fechadas… E agora?: o PIBID em tempos de Ensino Remoto”, professoras e alunas participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) compartilham reflexões sobre os impactos da pandemia no cotidiano de ensino e aprendizagem na Educação Superior, a partir de experiências que perpassam a reinvenção da educação na atualidade. Nesse contexto, o Ensino Remoto Emergencial tem sido uma estratégia para manter os vínculos institucionais e o desenvolvimento de práticas diversas.


 

RESENHA:

 

Em “Problemas psíquicos na infância: o relato de Alda Lara”, os pesquisadores Fabio Mario da Silva e Paulo Geovane e Silva resenham a monografia da poeta angolana Alda Lara, apresentada em sua conclusão do curso de Medicina na Universidade de Coimbra. Nesse estudo, a autora trata dos problemas psíquicos desencadeados pela carência de cuidados familiares na primeira infância. A partir do trabalho de Lara, os autores discutem o papel do educador em casas de acolhimento, refletindo sobre os impactos do abandono e a importância do afeto no desenvolvimento infantil.


 

ENSAIOS:

 

No ensaio “A educação interditada: entre o humanismo e a militarização”, o professor Pablo Almada apresenta reflexões sobre as medidas que têm sido tomadas como supostas soluções aos problemas estruturais da educação brasileira, marcada por profundas desigualdades. O pesquisador aponta que essas medidas, inclinadas à militarização, produzem uma educação interditada, afastada do humanismo e de uma gestão eficaz.

 

A professora e pesquisadora Márcia Cunha apresenta, no ensaio “Pós-modernidade e segregação no espaço concreto e virtual”, suas reflexões sobre as novas formas de interação social, marcadas pela segregação e pelo isolamento do indivíduo. Essas interações, um advento da pós-modernidade, têm se consolidado diante da pandemia, acentuando, cada vez mais, a desumanização dos sujeitos.


Em “A partir de agora, caberá na escola a brincadeira e o afeto?”, a professora e pesquisadora Adelaide de Souza apresenta reflexões sobre o lugar das expressões, do afeto e da brincadeira na reconstrução da escola, no contexto do “novo normal”. Revisitando o conceito de ludicidade, a autora propõe um “campo lúdico escolar”, cujo conceito pressupõe a importância da afetividade, sobretudo diante das desigualdades existentes no Brasil e que se agravam em meio à pandemia.

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Revista Ponte, Vol. 1/Núm.3/2021

 

A edição de março já está on-line. Veja as novidades! 

 

ENTREVISTA:

 

Em "Saídas para lecionar em tempos de pandemia", a professora Natália Verneque compartilha soluções, saídas e boas práticas educacionais que foi construindo para lecionar em um contexto de ensino remoto. Uma conversa imperdível diante das dificuldades impostas pela Educação à Distância, que têm remodelado nossas percepções sobre os mais diversos aspectos do ensino e da aprendizagem.

 

ESTREIAS:

 

Inaugurando a seção temática Mobilidades Culturais, Transnacionalismo e Educação, Igor Athayde assina o artigo "Projeto LER PUC Minas: experiências de leitura e escrita com refugiados e migrantes", uma breve apresentação do contexto, das atividades e dos principais pilares teóricos e metodológicos dessa iniciativa. A equipe do LER atua na linha de frente do acolhimento humanizado, criando possibilidades para o aprendizado do Português em comunidades interculturais. 

 

Isabella Fortunato estreia a sua seção "Tecnologias de inovação educacional", que tem como objetivo promover uma aproximação entre o mundo analógico dos professores/diretores e o mundo digital dos estudantes. Uma demanda cada vez mais urgente no cenário da educação contemporânea, que precisa acompanhar as novidades e mudanças quanto ao tratamento da informação e à construção de conhecimentos.

 

ARTIGOS:

 

A professora e pesquisadora Adelaide de Souza, em seu artigo "Brincar na favela: (re) criar a escola após a pandemia", apresenta possibilidades de recriação da educação em comunidades do Rio de Janeiro, tão assolada pela pandemia da COVID-19. A autora traz reflexões valiosas para uma postura crítica diante das exclusões sociais, indicando caminhos para novas práticas pedagógicas.

 

Samuel Cruz faz uma análise de dados estatísticos em seu artigo "Escola e Saúde - Reflexões a partir da Pesquisa Nacional de Saúde Escola (PeNSE)", correlacionando bebida e sexualidade entre adolescentes. Esses dados revelam muito sobre o cenário estudantil contemporâneo, por isso precisam ser contemplados nas reflexões do docente, permitindo “construir bases para a ação”.

 

RELATOS DE EXPERIÊNCIA E BOAS PRÁTICAS EDUCACIONAIS:

 

No relato "Uma visita à escola em plena pandemia: reflexões sobre o nosso lugar",a professora Márcia Cunha compartilha conosco a experiência de visitar a escola em meio ao ensino remoto, momento a partir do qual conseguiu tecer reflexões sobre o lugar da educação na vida de cada um/a de nós.

 

A professora e pesquisadora Marriene Freitas Silva apresenta, no relato "Leitura em voz alta na escola: a literatura e sua sedução", suas experiências de incentivo à leitura do texto literário com adolescentes. Com elas, a autora demonstra que interação e expressividade constituem poderosas ferramentas de estímulo à apreciação da literatura em ambiente escolar.

 

ENSAIO:

 

Em seu ensaio "Sociedade e Educação no século XXI: os desafios da pandemia", Pablo Almada constrói um panorama dos desafios impostos à educação no século XXI, diante dos percalços e das potencialidades do ensino remoto em tempos de pandemia. Nessas reflexões, emerge a necessidade do combate às desigualdades sociais e simbólicas, acentuadas pelos novos paradigmas de sociedade e ensino, de solidariedade e individualismo.

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Revista Ponte, Vol. 1/Núm.2/2021

A edição de fevereiro já está on-line. Veja as novidades!

ARTIGOS:

No artigo "Metodologias Ativas: uma expressão da moda ou uma demanda urgente?", a professora Liliane Rezende (UEMG) aborda os modismos digitais em torno da expressão "Metodologias Ativas", chamando a nossa atenção para a importância de pensarmos esse conceito com critério científico. Se você quer entender melhor e aplicar as metodologias ativas em sua prática educacional, este artigo é imprescindível!

Em "Literatura diante das séries de streaming e dos algoritmos: breve apresentação", o professor e pesquisador Paulo Caetano (UNIMONTES) repensa o lugar da literatura na era digital. Em suas reflexões, o autor lança perguntas sobre o estatuto da ficção no século XXI e as novas tensões que se colocam entre palavra e imagem, cujas respostas ele tem buscado no percurso de sua pesquisa científica. Este texto é ideal para educadaores/as que, na sala de aula, buscam adaptar-se às tecnologias digitais sem abrir mão do livro enquanto objeto de produção do conhecimento.

RELATO: 

Akemi Mikeline Takahashi é professora da educação básica em Belo Horizonte e, nesta edição, compartilha conosco um comovente relato sobre a prática docente em tempos de pandemia. "Esperançar em tempos de pandemia: relato de uma professora da rede pública de Belo Horizonte" é um texto que traz a angústia de muitas e muitos professores da rede pública de ensino. Contudo, em seu relato Akemi apresenta a esperança como um norte a não perder de vista!

ENSAIO:

A Educação Humanizada é uma nova demanda global, sobretudo face à pandemia e às desigualdades sociais que ela suscita. Como humanizar o ensino? Como fazer que os processos educativos sejam mais humanizadores? E, afinal, o que é Educação Humanizada? Leia resposta para estas e outras reflexões em "Educação Humanizada: um novo paradigma de consciência social para o Brasil (e não só)", de Paulo Geovane e Silva (Universidade de Coimbra).

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Revista Ponte, Vol. 1/Núm.1/2021

A edição de JANEIRO já está on-line. Veja as novidades!

A Revista Ponte começa a sua trajetória de divulgação científica com algumas reflexões sobre a poesia e a pandemia. 

LANÇAMENTO: 

Em seu pré-lançamento a Ponte convidou a poeta mineira Júlia Zuza, que nos presenteou com um belo poema sobre a língua portuguesa, intitulado "Eu vou beijar a língua portuguesa", em que a escritora e pesquisadora da Universidade de Coimbra lança luz sobre as belezas do nosso idioma, responsável pela união e identificação de muitos povos pelo mundo. 

Além disso, a Revista Ponte lança uma carta aberta em que explica os propósitos do projeto de divulgação científica para a educação e a cidadania global. A carta intitula-se "Criar pontes entre a universidade e a escola". Leia e conheça um pouco mais do nosso trabalho.

ARTIGOS:

Se você é professor/a e quer inovar a sua prática pedagógica, confira dois artigos de divulgação científica sobre a inclusão da poesia em qualquer disciplina escolar: 

Ensinar com poesia, assinado por Lucas Ambrósio (PUC-MINAS) e O que perde a educação com a ausênciad a poesia?, escrito por Márcia Eliza Pires (UNESP).

A pandemia marcou o nosso ano de 2020 e certamente marcará 2021. Por isso, a Revista Ponte traz as reflexões do professor e sociólogo Pablo Almada (UNESP). Em "Vida pós-pandemia: uma crítica do presente", Almada propõe alguns horizontes de reflexão sobre esta crise global e os seus impactos na educação. Já em "A memória contra o negacionismo", o pesquisador chama a atenção para os perigos de enfrentar a pandemia não com a ciência, mas sim com subjetivismos, mentiras e negações.